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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Academia da Berlinda, ritmo latino em Pernambuco


Já dizia um amigo, poeta, filósofo, músico, Marcelino, "que cabeça de artista é terra que ninguém pisa". Isto se aplica a uma banda chamada Academia da Berlinda, formada em 2004 em Olinda, reunindo músicos que integram outras bandas do cenário pernambucano (Mundo Livre S/A, Eddie, A Roda e Variant). O objetivo da formação só eles sabem, mas desde o início, a banda começou a pesquisar e investir em um repertório com estilos tipicamente de bregas antigos,

com versões criativas e inovadoras, cheias de cumbias (ritmo colombiano de raízes africanas e indígenas da época da Conquista da Colonia na Costa do Caribe colombiana e Panamá), guarachas (gênero musical originários de Cuba) e muito afrobeat (Afrobeat é uma combinação de música Yoruba, Jazz, Highlife, funk e ritmos, fundidos com Africano percussão e vocais estilos, popularizado em África na década de 1970), através da experiência e dedicação dos músicos que
sempre tentavam vivenciar aquela história de tocar em um baile, onde os casais dançassem agarradinhos.

Pesquisando e fazendo a seleção de grandes clássicos do brega, o repertório começa a tomar forma e após os ensaios começam a ser gravadas as músicas, saindo o primeiro CD da banda. O disco conta com participações expressivas do cenário pernambucano, Fred 04, Jorge Dupeixe (assinando a arte da capa), China (ex-Sheik tosado), Juliano Holanda, Júnior Areia (produtor do disco), Edinho Jacaré, Maria Laurentino e remix do DJ Bruno Pedrosa. Gravado e mixado no
Muzak de fevereiro a abril, e masterizado no estúdio YB! em São Paulo por Gustavo Lenza. A tiragem do Cd (1.000 Cd´s) teve o patrocínio da Chesf.

Com o lançamento do seu primeiro CD, em Junho de 2007, a Academia da Berlinda, pode-se dizer que, dá seu primeiro passo para a difusão de um trabalho autoral de cumbias, guarachas e merengues e afrobeat feita em terras pernambucana.

Em entrevista dada ao Jornal do Commercio, um dos integrantes fala a redação: "Quando tocamos um instrumento, a idéia é sempre partir para a harmonia. Harmonia enquanto alquimia técnica, identidade, encontros e curiosidades. Aberturas por onde nascem criadas conscientes, fluidas, sem a predestinação dos rótulos.

Trilhando por este caminho, a Academia da Berlinda procura aliar as trajetórias individuas de estudo e exercício profissional às tonalidades que desembarcaram aqui através dos portos onde se mesclaram na boêmia em forma de merengues, rumbas, carimbós, cumbias, guarachas, salsas e inferninhos de amores correspondidos ou não. Concebendo assim leveza imprevisível, improviso redondo e balanço.

Quem foi Sheik Tosado

Grupo pernambucano de frevo-rock-hardcore formado em 1996 pelos irmãos China (vocal) e Bruno Ximaru (guitarra) e pelo percussionista Oroska, deve seu nome a um cachorro poodle chamado Sheik que não gostava de ser tosado e precisava ser dopado para ter seus pêlos cortados, mas às vezes conseguia fugir e saía pelas ruas de Recife tosado pela metade. O conjunto teve seu grande momento no festival Abril Pro Rock 98. Logo em seguida assinaram contrato com a Trama (via selo Matraca) e lançaram o disco "Som de Caráter Urbano e de Salão", produzido por Carlo Bartolini (Ira!, Pavilhão 9) e Pupilo (Nação Zumbi). No entanto, o CD não rendeu o esperado, em parte graças à falta de divulgação, a crítica os comparou aos Raimundos, e depois de um ano se apresentando irregularmente no Rio, os integrantes do grupo voltaram para Recife. Em 2000 o disco foi praticamente "relançado", aproveitando a escalação do Sheik Tosado para o Rock In Rio 3.
Fonte: CliqueMusic