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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fhernanda, a diva da canção carioca


Posso afirmar com convicção que fui agraciado neste início de ano com um dos mais belos trabalhos do cancioneiro popular, romântico brasileiro Fhernanda Fernandes. Estive ensaiando, ou melhor dizendo, buscando palavras para falar do excelente trabalho dessa musa popular.

Falar de Fhernanda é preciso ouvi-la primeiro e descobrir em cada canção a personalidade da cantora, o que ela está tentando dizer. É perigoso ouvir Fhernanda, pois corre-se o risco de ser enfeitiçado pelo seu canto. Mas quem está acostumado a conviver com o perigo ou nunca tem medo de amar deve ouvir, convite é que não falta. Em sua canção "Tão Simples" de sua autoria e em parceria com Sarah Benchimol, do CD "Fhernanda, Definitivamente", onde diz na letra: "Você precisa me ouvir calmamente / Naturalmente, sair dessa toca / Vê se me atende quando eu ligar / Eu tenho tanto pra te falar / Você precisa." É um convite expresso.

Ouvir Fhernanda, cabe em todas as ocasiões: amando, sofrendo, feliz, triste amargurado, esperançoso ou sonhando um novo amor.

Quem é Fhernanda Fernandes

Cantora. Compositora. Filha de músicos. Seus pais se conheceram na casa de Ary Barroso. Cresceu ao som de serestas. Aos cinco anos de idade, já cantava músicas de Dorival Caymmi, acompanhada pelo violão de seu pai. Iniciou sua carreira participando de festivais de música e cantando em casas noturnas, especialmente em bares de cidades do litoral fluminense, como Marica, Saquarema, Cabo Frio e arredores. Em 1980, foi contemplada com o prêmio de Melhor Intérprete no Festival de Muriaé. Em 1980, foi contemplada com o prêmio de Melhor Intérprete no Festival de Muriaé. Nesse mesmo ano, classificou “Devassa” (Solange Boeke e Wania Andrade) no festival MPB 80 (Rede Globo), o que lhe valeu a gravação da canção em um compacto simples lançado pela gravadora RGE, contendo também "Fato Consumado", de sua parceria com Ione Martins.

No ano seguinte, lançou, também pela RGE, o LP “Fera”, contendo “Príncipe encantado” e “Fato consumado” (c/ Ione Martins), além de “Golpe de amor” (Joyce e Ana Terra), “Fera” (Irinéa Maria), “De mão no bolso” (Paulo Jobim e Ronaldo Bastos), “Pessoas diversas” (Danilo Caymmi e Ana Terra), “O grande lance é fazer romance” (Caetano Veloso e Vinícius Cantuária), “Caso previsto” (Isolda e Milton Carlos) e “Palavras perdidas” (Mauro Marcondes e Caíto). O disco contou com a participação dos músicos Hélio Delmiro, Jamyl Jones e Mauro Senise, entre outros, e dos arranjadores Antonio Adolfo, Eduardo Souto Neto, João Donato e Perinho Santana.

Ainda na década de 1980, consolidou sua atividade de compositora, iniciando parcerias com Isolda, Sarah Benchimol, Fafy Siqueira e Irinéia Maria, tendo músicas gravadas por Nelson Gonçalves, Rosa Maria e Emílio Santiago.

Em 1989, apresentou, no Teatro Ipanema (RJ), o show "Gosto de hortelã", com direção musical de Irinéa Maria. O espetáculo foi gravado ao vivo e lançado inicialmente na Europa, em 1991, pelo selo francês Nocturne. Nessa época, a cantora vivia em Paris e passou a incorporar a letra “h” em seu nome, por sugestão de uma numeróloga. Sucesso de crítica e público, o disco levou a cantora a fazer shows em casas de espetáculos da Europa e a participar de festivais de jazz, ao lado de artistas internacionais, como Michel Legrand, Mercedes Sosa, Tuck and Patty e Winton
Marsalis.

De volta ao Brasil em 1992, apresentou-se pelo país com o repertório do disco, que chegou ao mercado brasileiro no ano seguinte, pela Caju Music. No repertório, suas composições “Taquicardia”, “Marajó” e “Refil”, todas com Sarah Benchimol), “Afluentes” (c/ Guaracy Rodrigues e Sarah Benchimol), “Olhos de águia” (c/ Irinéa Maria) e a faixa-título (c/ Isolda), além de “Tele blue” (Irinéa Maria e Ney Leandro de Castro), “Dê um role” (Moraes e Galvão)
e “Resgate” (Irinéa Maria e Paulo César Feital).

Em 2001, lançou o CD “Definitivamente”, produzido por Sarah Benchimol e Alceu Maia e contendo arranjos de Amadeu Signorelli, Pedro Braga, Alceu Maia e Darcy de Paulo. Registrou no disco suas canções “Procura-se”, “Dejá vu”, “Gosto de hortelã” e a faixa-título, todas com Isolda, “Louco querer” e “Tão simples”, ambas com Sarah Benchimol, “Tá pensando o que?” (c/ Jackie Silveira), “Parece um sonho”, “Me basta” e “Coração ascensorista”.

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Nelson Gonçalves (“Conclusão”, com Isolda), Emílio Santiago (“Afluentes”, com Guaracy Rodrigues e Sarah Benchimol), Rosa Maria (“Blues da moto”, com Fafy Siqueira, e “Sai de mçim”, com Isolda), Wilma Nascimento (“Fato consumado” com Ione Martins), Luinha Araújo (“Coisa antiga”, com
Fafy Siqueira) e Flávio Salles (“Dois caminhos”, com Sarah Benchimol).


DISCOGRAFIA:
Fhernanda tem um compacto que é o Festival da Globo com a música Devassa. Um LP chamado Fera e três Cds: "Gosto de Hortelã" que foi lançado primeiramente na Europa e depois aqui no Brasil e "Definitivamente" e por último "Capitão de Mim". A cantora também participou do
Festival MPB 80 da TV Globo, da qual foi uma das finalistas.

Fhernanda em Vídeo:

"Capitão de Mim" foi o CD que a cantora e compositora "Fhernanda" lançou em dezembro de 2004, no Bar do Tom (RJ - Brasil).
Ele traz um repertório composto de samba, bossa nova, canções, jazz, blues e mostra toda a versatilidade dessa compositora que já teve suas músicas gravadas por Emilio Santiago, Rosa Marya Colin, Nelson Gonçalves, dentre outros intérpretes da MPB.
A bela voz de contralto de Fhernanda é imperdível para os amantes da boa música.
Músicas inesquecíveis da Fhernanda: DEVASSA, GOSTO DE HORTELÃ e MARAJÓ.





Para contratar show com a cantora Fhernanda Fernandes no Nordeste, ligue (81) 9968-4098 - 8645-1475 (Jacytan Melo)