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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Clube do Balanço, a turma do Samba-Rock

Escutar o Clube do Balanço é compartilhar com uma das mudanças do tradicional samba misturado ao rock t da fusão um ritmo bem gostoso, dançante, tipicamente brasileiro. O início da banda foi em 1999, quando músicos reunidos para animar uma festa, nem imaginavam que estavam dando início a um projeto que duraria cerca de nove anos.

A idéia do grupo era fazer um baile que além de uma discotecagem que rolava na época, também, tivesse música ao vivo. O local escolhido para a festa foi a periferia de São Paulo, especificamente na COHAB I, localizada em Arthur Alvim. O marketing da divulgação da festa foi feita pelo “boca-a-boca” e por cartazes improvisados.

Clube na loja do Tony Hits

Já pode se imaginar o resultado da empreitada, a apresentação foi um sucesso e a pista ficou pequena para comportar tanta gente que queriam dançar. A idéia deu tão certo que logo eles tiveram que procurar novos espaços para tocar, e lá se foram rumo à Vila Madalena - bairro boêmio de São Paulo- com a proposta de fazer uma domingueira. Iniciaram no Grazie a Dio, onde permaneceram por dois anos, e em pouco tempo enfrentar grandes filas para curtir o bom e revigorado sambalanço, era a coisa mais natural.

Nada mais segurava o Clube do Balanço e a rapaziada não parou mais. A fluência e a energia da banda fazem com que cada uma de suas apresentações seja única e irresistível, ninguém consegue ficar parado.

As domingueiras comandadas pelo Clube reunia admiradores saudosos do samba-rock e também uma garotada que tinha acabado de descobrir este estilo musical, ali era, literalmente, um espaço democrático. Diversos cantores passaram por lá para curtir a festa e acabaram participando dos shows, alguns deles tornaram-se parceiros do CDB entre eles: Bebeto, Paula Lima, Luís Vagner, Marku Ribas, Max de Castro, Wilson Simoninha e outros tantos.

Mattoli e Erasmo no Blen Blen

Todo aquele trabalho necessitava ser registrado em um disco e tiveram uma forcinha para que isso acontecesse, a rapaziada conheceram o diretor da gravadora Regata, que havia ido conferir a tão falada banda que revitalizou o samba-rock na cidade.

O tão esperado primeiro álbum do Clube do Balanço - Swing & Samba-Rock - foi lançado no ano de 2001, os integrantes da banda o definiram como “o fruto de uma feliz, divertida e inusitada formação de uma comunidade artística, a fim de redescobrir e revigorar esse tal de samba-rock”.

CDB e convidados

O local escolhido para o lançamento deste disco foi no badalado (hoje extinto) Blen Blen e o inesperado acontyeceu: recorde de público. A festa, assim como o álbum, contou com diversas participações especiais, entre elas a do Erasmo Carlos. A crítica especializada quando ouviu o repertório passou a considerá-lo: uma obra “auditiva enciclopédica” com “o melhor da produção suingueira nacional do fim dos anos 60/ começo dos 70”.

O Clube do Balanço tornou-se referência do gênero. Fazendo história, logo surgiram outras bandas copiando o estilo, casas noturnas investiam nos eventos e academias de dança preparavam a moçada para dançar com precisão o ritmo que tomava conta das noites paulistense. Era o novo e lucrativo filão.

Os experientes e experimentados músicos do CDB: Marco Mattoli, (guitarra e voz), Edu Salmaso (baterista), Fred Prince (percussionista), Tiquinho (trombonista), Marcelo Maita (tecladista) e Gringo Pirrongeli (baixista), Bocão (percussionista), Reginaldo Gomes (trompete) e Tereza Gama (voz). Não se deslumbraram e nem perderam o foco, eles continuam a se apresentar com o mesmo entusiasmo daquela primeira festa na COHAB.

No ano de 2005, surge o segundo disco - Samba Incrementado - mais autoral e sem participações. O Clube do Balanço, sem muita pretensão, conseguiu resgatar o Samba Rock do ostracismo e o levou para dar uma turnê em 15 países da Europa, eles também estiveram na Nova Zelândia, Singapura e Austrália. Agora podemos dizer que todo o mundo, ou pelo menos boa parte dele, já ouviu “o tal do samba-rock”.





Professor Moskito e Clube do Balanço