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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Larry Graham, Jr. o inventor das batidas nas cordas

Larry Graham, Jr. nasceu em 14 de Agosto de 1946 em Beaumont, Texas, EUA, sendo filho único. A sua família possuía fortes ligações com a música sendo que a sua mãe era pianista no coral da igreja e o pai era guitarrista de jazz. Por volta dos cinco anos de idade, quando a família se mudou para Oakland, Califórnia, começou a aprender sapateado. Dois anos depois, aprendeu a tocar piano sob a orientação da avó, que cuidou dele durante a infância.

Aos onze anos, o pai ofereceu-lhe a sua guitarra elétrica e o amplificador, levando-o a aprender a tocar este novo instrumento e a aperfeiçoar uma técnica própria. Mais tarde, aprendeu também a tocar bateria, clarinete e saxofone. Por volta dos treze anos já havia fundado a sua própria banda profissional de rock and roll intitulada "The Five Riffs". Aos quinze anos, começou a tocar em clubes noturnos, fazendo parte do "Trio Dell Graham", composto pela mãe ao piano, Larry na guitarra-solo e um baterista.

Mais tarde, ele e a mãe formaram uma parceria. Para compensar a falta dum baterista, Larry batia e dedilhava as cordas graves da guitarra baixo para acentuar o ritmo. Dessa forma desenvolveu o estilo que o tornou famoso: o slapping, ou seja, bater e dedilhar o baixo. Uma ouvinte assídua da atuação da dupla ficou tão impressionada com o estilo de Larry que telefonou a um músico e editor musical, Sly Stone, insistindo para que o ouvisse. Em 1966, Larry Graham recebeu a oferta de atuar como baixista num grupo de sete componentes que ficou conhecido como "Sly & the Family Stone".

A vez da fama

A banda tornou-se especialmente conhecida durante os anos 1967 a 1972, influenciando toda a música pop norte americana em geral, e mais especificamente o soul, R&B, funk, e mais tarde o hip hop. Alcançou por cinco vezes o Top 10 dos Estados Unidos com temas de grande sucesso e editou quatro álbuns de grande divulgação. O disco "Dance to the Music" tornou-se um sucesso internacional sendo que os "Sly & the Family Stone" tornaram-se o grupo afro-americano mais
popular da época. Seguiram-se rapidamente outros sucessos, inclusive "Hot Fun in the Summertime", "Everyday People" e "Thank You for Letting Me Be Myself Again". Em 1969 participaram no Festival de Woodstock, ao lado de outros grandes nomes da música mundial, tocando para meio milhão de pessoas. Mais tarde, atuaram para 300.000 pessoas na Ilha de Wight, na Grã-Bretanha e para 350.000 num festival de música na República Federal da Alemanha.

Larry, o baixista, continuava a usar e a desenvolver a técnica de adicionar ritmos de percussão ao baixo. O estilo de bater com o polegar nas cordas mais graves e puxar com outros dedos as cordas mais altas, tudo isto de forma agressiva e a uma velocidade estonteante, várias vezes em alterações rítmicas, acabou por influenciar todo o funk moderno. Este estilo de "baixo-metralhadora" (machine-gun bass) foi mais tarde usado por Les Claypool, Bootsy Collins, Louis Johnson, Mark King, Michael "Flea" Balzary, Victor Wooten, Marcus Miller, Stanley Clarke, John Norwood Fisher, P-Nut, Danny McCormack e Dirk Lance.

Após a desintegração da banda, devido ao consumo de drogas por parte de Sly Stone, Larry Graham formou a sua própria banda que intitulou Graham Central Station. O nome é um trocadilho em referência à famosa Grand Central Station, localizada em Manhattan, Nova Iorque. A nova banda alcançou grandes sucessos nos anos 70, especialmente o álbum "Hair". Em meados da década de 70, Larry trabalhou com Betty Davis, a esposa da lenda do jazz Miles Davis. A banda de Betty Davis incluía trompetistas dos Tower of Power e as Pointer Sisters. Gravou três
álbuns muito bem recebidos pela crítica mas com limitado sucesso comercial.

Influências na sua música

As coisas que Larry aprendia começaram a evidenciar-se nas capas dos disco de alguns dos álbuns produzidos pela sua banda. A capa do álbum de 1976, intitulado "Mirror", apresentava fotografias dos membros da banda. Num lado apareciam com cabelos compridos, óculos escuros, e roupas excêntricas, ao passo que no outro lado, numa imagem refletida, apresentavam-se de modo formal com cabelos mais curtos e estilos de roupa mais modestos. O alinhamento incluía um tema intitulado "Forever" (Eternidade), cuja letra era dedicada à esperança de rever o pai na ressurreição, segundo a perspectiva de vida eterna ensinada pelas Testemunhas. A letra de outro tema reflectia os seus sentimentos como Testemunha recém-batizada.

Em 1979, mudou-se para Los Angeles, para uma casa espaçosa onde instalou o seu próprio estúdio de gravação. Ali veio a gravar cinco álbuns a solo, alcançando vários êxitos. O primeiro disco que gravou ali intitulou-se: "One in a Million You". Este album foi muito bem recebido, vendendo mais de um milhão de cópias e alcançando a nona posição na tabela de 1980 da revista Billboard.

No final dos anos 90, gravou um novo álbum com uma nova banda, mantendo no entanto o nome "Graham Central Station". Dois dos novos membros da banda eram antigos colegas da "Sly & the Family Stone", nomeadamente Cynthia Robinson e Jerry Martini. Em 2000, acompanhou
Prince em digressão, atuando como baixista na sua banda.

Discografia

Com a banda Graham Central Station

* Graham Central Station, 1974, Warner Bros.
* Release Yourself, 1974, Warner Bros.
* Ain't No 'Bout-A-Doubt It, 1975, Warner Bros.
* Mirror, 1976, Warner Bros.
* Now Do U Wanta Dance, 1977, Warner Bros.
* My Radio Sure Sounds Good to Me, 1978, WEA
* Star Walk, 1979, Warner Bros.
* The Best of Larry Graham and Graham Central Station, Vol. 1,

1996, Warner Bros.
* Graham Central Station 2000, 1998, NPG (Produzido com O Artista Anteriormente Conhecido por Prince)
* The Jam: The Larry Graham & Graham Central Station Anthology,

2001, Rhino
* Greatest Hits, 2003, Rhino Flashback

Veja o vídeo com Larry Graham


Larry Graham - Funk Original Pt.2




Larry Graham - Funk Original Pt.3