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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Edu Luke, nova safra do groove brasileiro


Tive uma rara oportunidade de ouvir Edu Luke no programa Bem Brasil ao lado da Banda Black Rio, foi aí que conheci o rapaz, em poucos minutos pude perceber que ali estava o verdadeiro representante do swing brasileiro, confesso que a partir daquele momento comecei a me interessar mais pelo seu trabalho. Gostaria de iniciar uma matéria para externar a minha admiração e não sei por onde começar. Como posso definir o Edu? Há várias interpretações que pode ser atribuída ao músico, instrumentista e compositor, estilo funk?, soul music?, ou uma mistura de Música Popular Brasileira, com doses apimentadas do Jazz, não adianta defini-lo, apenas ouvir o que ele tem a nos dizer através de sua voz. Pesquisando em raros sites que falam do cantor observo que Edu Luke carrega várias influências, que vão desde os músicos da banda Black Rio e o Djavan, até nomes como o precursor Stevie Wonder e os ingleses Brand New Heavies.

Oriundo de família musical, Edu passou sua infância mergulhado em discos e partituras. Em sua adolescência ele gravou inúmeros jingles. Em sua atuação como guitarrista, fez parte das bandas de Jane Duboc, Celso Pixinga, O Terço e Claudia Jung, chegando a acompanhar Jane e Gilberto Gil no Festival Heinken Concerts de 1999. Até que, no ano de 2002, sentiu que o céu era o limite e decide alçar um vôo solo.

Sempre observador e atento aos mínimos detalhes, seu CD de estréia, VOL.01 (2002), diga-se um belíssimo trabalho, foi cuidadosamente produzido e arranjado pelo próprio autor. De posse do CD concluído e após receber inúmeros elogios da crítica especializada, Luke, como não poderia deixar de ser, cai na estrada para divulgar seu novo trabalho, e sabendo que o melhor caminho para divulgar o trabalho seria as apresentações, parte com esse objetivo e participa de programas de TV como Bem Brasil (TV Cultura), Arena do Som (Século21) e Verão MTV; o que resulta em uma série de shows em palcos de prestígio como Bourbon Street, Sesc Interlagos, Anhembi, Diquinta, Fnac, além da temporada de um mês no Blen Blen Brasil e participações especiais em eventos como Vivo Open Air.

Depois de um ano e meio de apresentações, aplaudido pelo público e pela crítica especializada, colecionando experiências e novas parcerias, Edu Luke estabelece sua carreira solo e agora lança seu segundo CD, COSMO BAMBA. Além de guitarras e vocais, o instrumentista assina todos os arranjos de base e recrutou destaques da nova geração de músicos nacionais como Cuca Teixeira, Tuto Ferraz, Daniel Baeder, Edu Martins, Nahor Gomes, Cacá Malaquias, Sidnei Borgani, Daniel D'Alcantara, entre outros. Os arranjos de metais ficaram a cargo dps talentosos Otávio De Moraes e Beto Paciello.

O novo trabalho ainda traz participações ilustres como a voz do mestre Luiz Melodia, em Lá e Cá (o pernambucano Lenine/Sergio Natureza), o swing do guitarreiro Luis Vagner, na releitura do clássico Vendedor de Bananas (Jorge Benjor) e do inspirado violão do soulman Don Betto, na climática Branca (Edu Luke). No território autoral, Luke contou com as parcerias de Daniel Carlomagno (Simbora), Chico Teixeira (Nem Me Fale) e Artulio Reis (Fio da Navalha).

Para lançar o em grande estilo, Edu, utilizou-se da numa noite de casa lotada no palco do Bourbon Street Music Club. No repertório, além de suas composições e parcerias, Luke contagiou o público com releituras bem particulares e inusitadas para clássicos como Tauba de Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa) ou Isso Aqui Tá Bom Demais (Dominguinhos).

Para ouvir o som do garoto, acessa: www.myspace.com/eduluke