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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Clarisse Grova, música popular brasileira de primeira

Toda vez que chega em minhas mãos materiais de cantores, compositores ou bandas para comentar, fico sempre a refletir. Geralmente, depois que escuto exaustivamente, uma, duas,três, ou mais vezes, começo a identificar a proposta do autor ou compositor, através das letras, dos acordes, da melodia. O que ele quiz dizer naquele poucos minutos? As vezes deixo-me embalar tanto pelos acordes que me esqueço o que vou fazer.

É sempre bom ouvir o som independente, ela já vem com a proposta inicial de não estar presa a nenhum compromisso de agradar uma multidão, geralmente, esse tipo de som tem um endereço certo, captar ouvidos e mentes mais sensíveis ao belo, ao harmonioso.

A incentivadora de minha inspiração, nesta manhã de quinta-feira (21), é a cantora e compositora carioca de música popular brasileira, a independente, Clarisse Grova.

Sua carreira teve início no comecinho da efervecência musical dos anos 80, cantando na madrugada, sempre acompanhada por Luizinho Eça, Edson Frederico, Osmar Milito, entre tantos outros talentos. seu primeiro trabalho fonográfico, teve a produção de Renato Corrêa e direção artística da gravadora EMI-ODEON, Clarisse gravou com arranjos de César Camargo Mariano, Eduardo Soutto Neto e Jota Moraes, e músicas de Sueli Costa e Abel Silva, Flávio Venturini, Cartier e Paulo César Feital.

Ela foi escolhida por Abel Silva, para abrir o projeto Poeta Mostra Tua Cara, com a obra do compositor. Junto com ele percorreu o Estado do Rio (capital e interior), apresentando-se no show É Poesia e é Canção, no Night Rio’s. Em 96 deu vôos mais altos, participando da produção inglesa Friends From Rio, com a banda Cama de Gato, interpretando a música Para Lennon e Mc Cartney. O disco foi lançado em Londres, no mesmo ano.

Participou do CD Estão Voltando as Flores, produção de Paulinho Tapajós, com as cantoras Nana Caymmi, Aline, Kika Tristão e Fátima Regina. Participou, ainda, do CD 50 Anos de Aldir Blanc, indicado para o Prêmio Sharp 1996, na categoria de melhor disco de MPB. Em 1997 Clarisse Grova foi convidada pelo mestre Aldir Blanc para gravar seu primeiro CD, Novos Traços, produzido por Rildo Hora pelo selo Alma.

A sua experiencia em festivais deu-se em 2000 participando do Festival da Música Brasileira realizado pela TV Globo, e apresentou seu espetáculo Brasileira. Em 2003, em parceria com Felipe Radicetti, lança seu primeiro CD autoral: Superlisa, também lançado no Japão pelo selo Koala. Esse trabalho rendeu um comentário muito elogioso do jornalista Hugo Sukman, do jornal O Globo: “Trata-se do mais bem-sucedido casamento da MPB com a música eletrônica.”

Em 2005, na finalista do Prêmio Visa, participa como integrante do Nós Quatro. Em março de 2006: faz uma turnê com o Nós Quatro por São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Em 2007 apresenta shows em diversas cidades brasileiras com o talentoso Leandro Braga. Em 2008, calma, Clarisse está em estúdio, gravando seu primeiro CD autoral solo. Afinal, algo novo deve ser produzido, tem muita estra pela frente esperando o som delicioso de Clarisse Grova.

AGENDA:

Dia 30/08 - Memorial da América latina, às 21h, São Paulo - SP. Show da Orquestra Tom Jobim e Nós Quatro.

PARA OUVIR CLARISSE:

www.myspace.com/clarissegrova