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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um pouco da história do grande baixista James Jamerson

James Jamerson

Natural de Charleston, Carolina do Sul, em 29 de janeiro de 1936 é uma dos maiores influências do baixo elétrico em todos os tempos. Não seria exagero dizer que Jamerson está para o baixo elétrico como Chuck Berry está para a guitarra.

Como todo baixista de sua época, iniciou-se no estudo de contra-baixo acústico na Northwestern High School, onde rapidamente integrou bandas do circuito de jazz e blues de Detroit. Sua reputação ao vivo rendeu-lhe diversas oportunidades para participar de sessões de gravações. Não sabia ainda que seria responsável por cerca de 80% a 90% das gravações da lendária Motown entre a década de 60 até meados de 70.

No início de 1959, ele encontrou um trabalho fixo no estúdio Berry Gordy's Hitsville U.S.A., casa do selo da Motown. Daí para frente, suas gravações tornaram-se históricas. Aqui vão bons exemplos de suas gravações: “For Once In My Life” e “I Was Made To Love Her” de Stevie Wonder, a incansável “My Girl” dos Temptations, “Reach Out I’ll Be There” do the Four Tops, “You Can’t Hurry Love” das Supremes e “I Want You Back” dos Jackson 5. Vale mencionar também que Marvin Gaye fez com que Jamerson gravasse 90% das faixas do clássico What’s Going On de 1971!

Não é difícil de imaginar que pessoas como Jack Bruce, John Entwistle, Jaco Pastorius, John Paul Jones, John Patitucci, Billy Sheehan, Geddy Lee e Victor Wooten o citem como grande influência. O próprio Paul McCartney comentou sua importância em uma entrevista em 1995: “Eu comecei a escutar outros baixistas principalmente da Motown. Com o tempo, James Jamerson se tornou meu herói... porque ele era tão bom e melódico.”

Jamerson utilizou em grande parte da sua carreira um Fender Precision '62 three tone sunburst, com cobertura cromada de ponte e captadores (os bridge e pickup covers). Ele normalmente utilizava os controles de volume e tom no máximo.
Utilizava cordas bastante pesadas: La Bella (.52 - .110) e as mantinham altas em relação ao corpo do instrumento. O próprio Jamerson acreditava que assim melhorava os timbres graves de seu instrumento. No meio dos anos 70, um produtor pediu para que Jamerson modernizasse seu som, utilizando cordas roundwound, para alcançar um timbre menos grave e mais brilhante. James educadamente declinou da sugestão.

Costumava tocar com pizzicato apenas com o dedo indicador, o que lhe rendeu o apelido de "The Hook".

Para tocar em clubes, Jamerson utilizava um amplificador Ampeg 15. Em lugares maiores, sua escolha era um Naugahyde Kustom com 2 falantes de 15. Para qualquer um desses casos, mantinha os controles de grave no máximo e os agudos no 5 . Na maioria de suas gravações, seu baixo era ligado diretamente na mesa de som.


Em 1973, após a Motown mudar-se de Detroit para Los Angeles, Jamerson muda-se também, mas sua longa parceria com a Motown chega ao fim. Apesar disso, ele aparece em gravações de sucesso como "Show and Tell" (Al Wilson), "Rock the Boat" (Hues Corporation), "Boogie Fever" (The Sylvers) e "You Don't Have To Be A Star (To Be In My Show)" (Marilyn McCoo and Billy Davis Jr.).

Enfrentou sérios problemas com alcolismo, o que o levou a morte prematura em 1983, decorrente de complicações devido à cirrose hepática, insuficiência cardíaca e pneumonia, aos 47 anos.

Dentre diversas homenagens póstumas vale destacar que, em 2000, James Jamerson foi incluído no Rock Roll Hall Of Fame, fazendo parte do primeiro grupo de “sidemen” da instituição. Foi o único "sideman" baixista citado.


João Castro
- joao.castro@baixista.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Colaboração Baixista.com.br